A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) entregou, na tarde desta sexta-feira (10), certificados de reconhecimento pelo desempenho nas Paralimpíadas de Tóquio, aos atletas que fazem parte e que treinam na instituição. Petrúcio Ferreira e Cícero Valdiran, do Atletismo, além do técnico Pedro de Almeida, o “Pedrinho”, e Alexandre Sérgio Silva, ambos servidores da UFPB, foram recebidos pelo Reitor Valdiney Gouveia, a Vice-Reitora Liana Filgueira, o diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), João Euclides Fernandes, e o chefe em exercício do Departamento de Educação Física Amilton da Cruz.

A recepção a parte da equipe aconteceu no Gabinete da Reitoria. Não puderam estar presentes no encontro Joeferson Marinho de Oliveira, do Atletismo, Emerson Ernesto da Silva, do Goalball, e Silvana Mayara Cardoso, do Taekwondo, também representantes da UFPB.

Exibindo no peito as medalhas de ouro e de bronze, Petrúcio Ferreira disse que retornar para casa com duas conquistas – bicampeão na prova dos 100m rasos e campeão na prova dos 400m, que não era sua especialidade –, é para ele de muita alegria. “É uma sensação que é até difícil de descrever em palavras”, comentou.

O Reitor da UFPB destacou que, considerando o papel social que cada pessoa tem, esses atletas são referência para outras pessoas, são ídolos e exemplos de força, de humanidade e de determinação.

“Este é um dia de celebração e de reconhecimento do esforço desses atletas que são parte da UFPB, treinam em nossos espaços e honram a nossa universidade e, para além da universidade, o estado da Paraíba, o Nordeste e o Brasil. Eram vitoriosos mesmo antes de irem para as Paralimpíadas”, disse o Prof. Valdiney Gouveia, ressaltando a gratidão da UFPB à equipe.

Cícero Valdiran falou sobre a sua conquista do bronze nas Paralimpíadas de Tóquio e disse que essa medalha representa muito para ele pelo fato de ter dado o seu melhor e de ter saído de lá com a sensação de dever cumprido. Ele era dono do recorde mundial da categoria (49.26m), mas conseguiu o bronze com a marca de 48.93m, sendo superado por Ahmed Heidari, do Azerbaijão, que lançou para 51.42m e ficou com o ouro. A prata foi para Amanolah Papi, do Irã, com 49,56m.

“Quando você chega de uma competição de um nível de uma paralimpíada, eu digo que zera, porque quando você é o topo, quem está abaixo de você vem sempre em busca de querer te superar. Chegar lá não é fácil, mas se manter é mais difícil ainda”, explicou o atleta.

Ciente de que a Paralimpíada é um evento ímpar dentre as competições mundiais, o técnico Pedrinho contou sobre a emoção de participar do evento, destacou sua sensação de dever cumprido e afirmou estar honrado pelos resultados. “Planejamos, executamos e o resultado veio como a gente desejava”.

Segundo Pedrinho, o apoio da UFPB, que ele considera sua casa, foi fundamental. “Fico mais feliz ainda porque tenho muito amor por essa instituição e pudemos mostrar para o mundo que aqui nessa instituição a gente também consegue fazer trabalho desse nível, dessa natureza, com essa qualidade”, ressaltou, esperando voltar “com gosto de gás” na preparação para as próximas competições.

Para o diretor do CCS, Prof. João Euclides, os atletas são guerreiros e vencedores não pelo quilate da medalha, mas pelas adversidades que enfrentam no processo de treinamento com o pouco apoio que recebem.

O Prof. Alexandre Sérgio falou da sua satisfação da conquista do ouro pelo Futebol de 5 e revelou ter levado para a Seleção Brasileira muitos dos conhecimentos desenvolvidos na UFPB. Prof. Alexandre aproveitou para anunciar, durante o evento, a notícia de que o Ministério do Esporte informou que viabilizará a revitalização da pista de atletismo da UFPB.