A maioria dos acidentes na infância decorre da desatenção de adultos quanto aos menores e ao ambiente de casa, por isso, cabe aos responsáveis se anteciparem na identificação de riscos. O alerta é do pediatra Constantino Cartaxo, médico cooperado do plano de saúde Unimed João Pessoa. “Mesmo sabendo que os acidentes na infância sempre podem ocorrer, é preciso atenção para que eles não tenham gravidade ou ponham em risco a vida da criança”, orienta.

De acordo com o pediatra, os principais acidentes com bebês são quedas da cama, de trocador ou do colo de cuidadores, bem como queimaduras com líquidos quentes ou no fogão, estando o cuidador com a criança no braço durante as atividades de alimentação. “Quando engatinha ou fica de pé, os cuidados devem ser com a aspiração de objetos. Já nas crianças maiores há o perigo de afogamentos, eletrocussão, aspiração de alimentos como carne, amendoim, tampa de caneta ou mesmo objetos perfurantes como agulhas”.

O tipo de atendimento depende do acidente, explica o pediatra. “Em se tratando de engasgo com leite materno ou outro alimento o procedimento é a desobstrução da via aérea. É necessário fazer compressões sobre a região do estômago da criança, com ela deitada nos braços do cuidador, ou de pé, estando a pessoa que faz o socorro também de pé, atrás da criança e comprimindo de forma brusca e forte a região do estômago do acidentado”, explica.

OUTROS ACIDENTES

Tratando-se de queimaduras por líquidos ou objetos quentes, Constantino Cartaxo orienta a resfriar a área queimada com água corrente e evitar o uso de cremes ou pomadas. “Sempre deve-se usar analgésico para a dor, e caso a área seja extensa ou com formação de bolhas, é necessário buscar o serviço médico. Para queimaduras solares, analgésico, hidratação e proteção da área afetada são recomendados”, conta.

O pediatra destaca ainda que as quedas são muito comuns e que caso aconteça primeiro é necessário observar o comportamento da criança. “Se chora alto, consegue movimentar pernas e braços, reconhece familiares, está bem. Em caso de desmaio ou perda de consciência, sonolência excessiva, vômitos recorrentes, incapacidade de mobilizar braços ou pernas, dificuldade para respirar ou se não reconhece cuidadores, ou pais, deve ser levada ao pronto atendimento hospitalar de referência”, explica Constatino Cartaxo.

Outra preocupação dos cuidadores é em relação à ingestão de produtos químicos ou medicamentos. Em casos de produtos não-cáusticos, quando reconhecidos precocemente pela família, pode induzir vômito ou fazer lavagem gástrica por sonda e hidratação da criança em ambiente hospitalar. “Caso seja cáustico, não deve haver ingestão de nenhum outro produto. Em caso de remédios que deprimem o sistema nervoso, como para dormir ou sedativos, devem ser seguidos de observação hospitalar. Existem alguns produtos que requerem uso de antídotos específicos e, nesses casos somente a em ambiente hospitalar”, completa o pediatra.